Relaxamento e indução do transe

O relaxamento é uma técnica bastante antiga (já era praticada há mais de dois mil anos pelos iogues) para aliviar corpo e mente das tensões do dia-a-dia e, desta forma, permitir que o espírito (mente) alcance a iluminação (conhecimento, sabedoria, felicidade).

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No século XVIII, o farmacêutico francês Emile Coué - um entusiasta das técnicas hipnóticas - descobriu que não era necessário "hipnotizar" um paciente para induzi-lo a reagir desta ou daquela forma. Bastava "relaxar" o paciente e "fazer a sugestão", com voz firme, decidida, para obter o mesmo resultado.

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Mais recentemente, o pesquisador búlgaro Georgi Lozanov também "recuperou" a velha técnica iogue de relaxamento para levar seus alunos ao "estado de vigília relaxada", ideal para a aprendizagem. A técnica desenvolvida por Lozanov foi denominada Sugestopedia e, de certa forma, segue o que Coué já havia descrito cem anos atrás. Cabe registrar que, através da Sugestopedia, os alunos de Lozanov conseguiam aprender uma língua estrangeira em poucos dias. Fantástico, não é mesmo?

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O princípio da auto-hipnose é bastante elementar e consiste basicamente na seguinte tese: "se você memoriza, você aprende; se você aprende, você reproduz; se você APRENDE BEM, é capaz de reproduzir AUTOMATICAMENTE".


Ora, se aprendemos melhor (e isto está cientificamente provado) quando estamos no "estado de vigília relaxada" (com o cérebro operando na faixa de 8 a 12 ciclos por segundo), e se as técnicas de relaxamento fazem abaixar as ondas cerebrais para este nível, nada melhor do que "relaxar para aprender".


Ocorre, por outro lado, que o nosso processo de aprendizagem não se limita só a informações lógicas e concretas. Somos também capazes de aprender princípios éticos, morais, regras de conduta, novos hábitos etc. Tudo isto é aprendizagem e, portanto, todas estas "informações" podem ser conduzidas ao subconsciente da pessoa em estado de relaxamento.
Hoje em dia sabemos, através de pesquisas, que o ser humano é capaz de memorizar:
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10% do que lê
20% do que ouve
30% do que vê
80% do que se pratica
95% do que se diz de si mesmo

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Ora, partindo-se destes dados não é difícil entender por que as "auto-sugestões" podem modificar radicalmente as nossas reações - somáticas e/ou psicológicas - diante de certas situações. É tudo uma simples questão de "aprendizagem".
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A técnica do relaxamento
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A hora mais indicada para aprender e exercitar o relaxamento profundo, isto é, a auto-hipnose, são os minutos antes de você adormecer(*). Nesse momento, a pessoa ainda tem pleno domínio sobre a consciência ao mesmo tempo em que, lentamente, suas ondas mentais baixam de nível, situando-se em torno de 8 a 10 ciclos por segundo. Mesmo sem esse relaxamento, em poucos minutos o consciente abre espaço à hegemonia mental do subconsciente e a pessoa dorme. O "relaxamento programado", entretanto, abre passagem para o subconsciente antes mesmo que a pessoa durma. Isso é importante porque, durante o sono, ninguém pode dar ordens a si mesmo.

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(*) Quando você começa a ficar com sono - aquele período crepuscular entre estar totalmente acordado e totalmente dormindo - suas ondas cerebrais mudam, para ficar na faixa de 4 a 7 ciclos por segundo, ou seja, nível teta. Antes, entretanto, de você você atingir este estado, sua mente opera no nível alfa (baixo) por alguns minutos, e que segundo o Dr.Terry Wyler Webb, é a faixa apropriada para que sejam atingidos os níveis mais profundos da mente, ou seja, a mente subconsciente. É nos estados alfa e teta que as grandes proezas da supermemória - juntamente com os poderes de concentração e criatividade - são atingidos.
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Faça de acordo com este roteiro:
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-Recorte uma rodelinha de cartolina branca ou amarela, de dois centímetros de diâmetro, e cole na parede onde encosta a cabeceira da sua cama, a uns oitenta centímetros acima do colchão. Esta rodelinha deve ficar nesta posição para que você seja obrigado a olhar para trás durante o exercício. Isto vai forçar os músculos oculares e cansá-los em pouco tempo.

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-Você já está na cama, pronto para dormir. Nada mais tem a fazer; as portas já estão fechadas e as janelas isolam o excesso do barulho de fora, se bem que o barulho ininterrupto e sempre da mesma intensidade, como o do trânsito que flui lá fora, perturba menos que um despertador, a campainha do telefone ou o latido de um cão no quintal do vizinho. Mas você está pronto, o quarto está pouco iluminado e você está deitado, de costas; as pernas não se cruzam e os braços estão dispostos ao longo do corpo, sem tocá-lo.

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-Fixe então os olhos na tal rodelinha de cartolina, respire fundo duas ou três vezes e, sem jamais tirar os olhos deste ponto, pense nos seus pés. Diga a si mesmo, mentalmente, que você usou estas pernas o dia todo e ponha na cabeça que está muito cansado de uma longa caminhada que acaba de fazer. Imagine que seus pés estão cansados, pesados, parecendo de chumbo. Espere alguns instantes até sentir, realmente, seus pés pesados. Depois faça com que esta sensação de peso vá subindo pelo corpo: barriga da perna, joelhos, coxas, costas, nuca. Procure sentir que estão realmente pesados, muito pesados.

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-Em geral, suas pálpebras se fecham naturalmente, por si mesmas, enquanto você se concentra no sentimento de peso nas canelas, joelhos, e por todo o corpo.

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-Se isto ocorreu, você já atingiu a fase mais importante do relaxamento profundo. Nos primeiros dias, isso poderá levar até uns cinco minutos, porém, normalmente, isto ocorre mais depressa. Depois de algum treinamento, isto ocorrerá antes mesmo de você contar até três. Pessoas inteligentes, disciplinadas, de grande força de vontade, mental e espiritualmente sadias são as que atingem este ponto mais rapidamente. Esta prática, contudo, não é recomendável para pessoas com arteriosclerose acentuada ou doentes mentais. As pessoas mais jovens aprendem o relaxamento profundo em pouco tempo.
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Continuando...
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-Assim que perceber os olhos fechando, diga mentalmente a si mesmo: “Da próxima vez entrarei mais depressa e mais intensamente no estado de profundo relaxamento; a cada vez que pratico o relaxamento profundo chego mais depressa e mais intensamente a este estado”.

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-Neste exato momento, os poros do seu subconsciente estão abertos e isso quer dizer que você pode ditar tarefas para si mesmo, tarefas estas que posteriormente se realizarão, supondo-se, naturalmente, que estas tarefas ou ordens sejam racionais, executáveis e possíveis de serem realizadas por você. Veja um exemplo de uma ordem racional e executável que pode ser dada por qualquer pessoa e realizada, posteriormente, com êxito: “Daqui em diante, comerei vagarosamente, mastigando bem”, ou, “Em qualquer situação ou sob qualquer circunstância, eu me mantenho sempre absolutamente calmo tranqüilo.”

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-Você também pode melhorar sensivelmente a sua aparência, adquirindo até mesmo ares atraentes, dando esta ordem ao seu subconsciente : “Minha expressão é sempre jovial, meus olhos estão sempre brilhando e mantenho sempre uma postura bonita e atraente”.

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-Seja qual for a "sugestão" que você dê a si mesmo (dentro dos limites racionais) saiba que ela será reproduzida AUTOMATICAMENTE diante das situações convencionadas. Aprenda isto: devidamente relaxado, você pode dar "ordens de cura" ou "ordens de conduta" a si mesmo, e elas serão "admitidas" pelo seu subconsciente e provocarão, conseqüentemente, mudanças importantíssimas na sua vida. Acredite nisso!

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Retirado de: http://www.auto-hipnose.kit.net/autohipnose6.htm

O craveiro-da-índia ou cravo-da-índia (Syzygium aromaticum) é uma árvore nativa das ilhas Molucas, na Indonésia. Atualmente é cultivado em outras regiões do mundo, como as ilhas de Madagascar e de Granada. O botão de sua flor, seco, é utilizado como especiaria desde a antiguidade, empregado na culinária e na fabricação de medicamentos. O seu óleo tem propriedades antissépticas, sendo bastante utilizado em odontologia. Uma das especiarias mais valorizadas, no mercado do início do século XVI quilo de cravo equivalia a sete gramas de ouro.

Características:

o cravo-da-índia é uma planta de porte arbóreo, de ciclo perene e que atinge cerca de 12 metros de altura. A copa é bem verde, de formato piramidal. As folhas são semelhantes às do louro, ovais, opostas e de coloração verde brilhante, com numerosas glândulas de óleo visíveis contra a luz. As flores são pequenas, branco-amareladas, agrupadas em cachos terminais. O fruto é do tipo baga e de formato alongado, suculentos, vermelhos e comestíveis. Aroma forte e penetrante. Os cravos-da-índia que usamos na culinária são, na realidade, os botões florais (ainda não abertos) desta uma árvore.

Uso:

Na culinária: O cravo-da-índia é um condimento versátil que pode ser usado tanto em pratos doces como em pratos salgados. É normalmente empregado no preparo de caldos, ensopados, doces, pudins, bolos, tortas de maçã, pães, vinhos e ponches quentes e licores. O eugenol, presente no óleo essencial, tem ação bactericida, o que o torna útil para preservar e prolongar a validade de compotas e conservas. Em alguns países, costuma-se introduzí-lo juntamente com dentes de alho dentro de pernis e presuntos. Na Europa, é muito usado para condimentar carnes e salames. Já no Brasil, o cravo-da-índia é usado mesmo para pratos doces, hábito adquirido da nossa colonização portuguesa.

Na saúde e cosmética: Usado em loções e vaporizações para limpeza da pele do rosto, em produtos de higiene bucal para fazer assepsia e promover um hálito agradável, em banhos de imersão aromáticos e águas perfumadas. É também eficaz no combate à acne. O óleo pode ser usado para massagear músculos doloridos, para suavizar estrias e é eficaz no tratamento de unhas quebradiças, rachadas ou fracas e de calosidades. Usado na elaboração de pomadas para remoção de verrugas. Ainda na forma de pomadas e cremes, alivia a coceira e o inchaço das picadas de inseto.É também utilizado em xampus e loções capilares que limpam e auxiliam o crescimento dos fios. O uso externo pode causar coceira e alergia em pessoas mais sensíveis e seu uso não é muito indicado para gestantes, por ser uterônico

Uso mágico:


Devido à suas propriedades antissépticas o cravo-da-índia pode ser utilizado em rituais de limpeza e purificação. De acordo com as tabelas de correspondencia de Paracelso, podemos classificá-a como uma planta de fogo com leves tendências para o ar e a terra e com influência marcante do planeta marte e certa influência mercurial e solar. O seu incenso pode ser utilizado em ritos de purificação e consagração de objetos mágicos. Também pode ser utilizado para magias sexuais e para aumentar a capacidade mágica.




Referências:

http://www.jardimdeflores.com.br/floresefolhas/A20cravoindia.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cravo-da-%C3%ADndia
PARACELSO – Botânica Oculta



Dês de o princípio dos tempos o homem teve uma relação muito próxima com o reino vegetal. As plantas serviam de alimento ao homem primitivo, que se beneficiava da coleta de frutos selvagens e raízes por onde passava. Com o tempo a madeira passou a ser utilizada com matéria prima para gerar fogo e também na construção de residências e utensílios. Foi através da observação que o homem descobriu que as plantas também tinham ciclos de vida e se ele esperasse o tempo necessário, era recompensado com o alimento gerado constantemente pelo vegetal. Através desta simbiose, aliada à domesticação de animais selvagens é que as primeiras sociedades se fixaram, dando passos evolutivos cada vez mais altos.

Observando o comportamento dos animais e através do empirismo ao longo das eras os antigos perceberam que as ervas possuíam propriedades diferentes da alimentação e poderiam ser utilizadas com fins terapêuticos para os mais diversos males e problemas. Assim surgiram os curandeiros e xamãs tribais que, dentre outras coisas, se responsabilizavam pela saúde de todos os membros da tribo através de seu conhecimento das ervas e do reino dos espíritos.

Não existia uma noção de religião como a que possuímos modernamente, os antigos viviam em harmonia extrema com a natureza e tudo era visto como algo vivo, uma grande teia mística e sagrada composta por espíritos livres e senhores do próprio destino. Há uma clara noção de equilíbrio ecossistêmico, onde é comum ritos de agradecimento pelas dádivas naturais e pedidos aos espíritos da natureza, em alguns casos requisitando autorização mesmo para o consumo da caça que embora tenha sido obtida pelo esforço humano, seria na verdade permitida, se não ofertada, pelos entes espirituais. Neste contexto as plantas eram consideradas dotadas de espírito e demonstravam personalidade de acordo com a sua morfologia, o seu ciclo de vida e as suas características farmacológicas, alimentares e terapêuticas. Os primeiros Xamãs conversavam com o espírito das arvores e ervas e assim iam adquirindo conhecimento e sabedoria mágica a qual era associada aos efeitos terapêuticos.

Com o processo natural de evolução e entendimento a humanidade começou a antropomorfizar a sua concepção de um mundo espiritual. A convivência tão próxima destes espíritos ao longo das eras fez com que a imagem dos mesmos passasse a carregar atributos humanos, mas num nível espiritual. Aqui nós temos o começo da personificação das divindades, Deuses com representação humana e semi-humana assumem o controle da natureza e passam a manifestar, em função dos seus atributos, a associação com determinadas ervas e vegetais como lhes sendo elementos sagrados. Assim algumas plantas deixam de representar por si só o espírito inerente da natureza e passam a estar associadas à Divindades específicas.

Os Celtas ainda mantinham essa visão panteísta da natureza e cultuavam em sua forma xamânica várias espécies vegetais tidas como sagradas, como o carvalho e o visco. Os gregos atribuíam ervas específicas aos Deuses, como o louro para Apolo, a romã para Perséfone, e a oliveira para Atena, sempre lembrando que a propriedade do vegetal está ligada de alguma forma à mitologia da Divindade em específico. Existem ainda associação em várias culturas, como Odin e o Freixo na cultura nórdica, o papiro e Toth no Egito... São inúmeras representações e associações.

Com o advento do cristianismo e as perseguições sofridas pelas culturas antigas muito do trabalho feito com ervas tanto a nível mágico quanto a nível salutar se perdeu ou ficou relegado a poucas culturas, ocasionando um enfraquecimento da proximidade homem-natureza. Observamos a sua retomada no trabalho dos Alquimistas, especialmente Felipe Aureolo Teofrasto Bombasto de Hohenheim, mais conhecido como Paracelso. Em seu livro “Botânica Oculta” ele discorre sobre as bases da botânica e farmacologia modernas, com um enfoque especial tanto nos poderes farmacológicos quanto mágicos dos vegetais.

Para entender a vida vegetal do ponto de vista alquímico devemos ampliar os nossos conceitos de forma holística e abolir o puro mecanicismo de nossas mentes, a fim de entender conceitos mais abstratos e obscuros.

De acordo com Paracelso, todas as criaturas viventes são formadas a partir da interação entre o céu empírico(plano Divino), Céu Zodiacal(Universo) e o planeta onde residimos(plano físico). Isso ocorre em um processo de evolução da matéria, visto como ciclos de fermentação dos elementos químicos que ao longo do tempo foram se rearranjando de maneira cada vez mais complexa baseados em uma matriz universal e guiada pela Anima Mundi, pelo Spiritus Mundi e pela Matéria Mundi em um nível divino.

As plantas também fazem parte deste processo de evolução em conjunto com toda natureza, e são os seres capazes de fixar os três poderes divinos citados anteriormente, representados pelos raios de sol no plano físico. Dessa forma permitem um rearranjo cada vez maior neste processo de “fermentação” evolutiva pelo qual todo o planeta passa. Apesar de a genética ainda não existir naquela época, os Alquimistas afirmavam que “Contendo em si a árvore em todo o seu poder de crescimento, cada grão encerra um Misterium Magnum; por conseguinte, no desenvolvimento do grão ou semente encontraremos a imagem invertida da criação do mundo”(Paracelso)

Ainda de acordo com a filosofia alquímica, cada planta é uma estrela na terra: Suas propriedades divinas estão inscritas nas flores e cores das pétalas e suas propriedades terrestres na forma de suas folhas. Assim sendo, toda a magia se encerra nelas, já que em seu conjunto elas englobam a potência dos Astros. Vale lembrar que de acordo com a visão Alquímica, cada Astro representa uma esfera de existência e possui domínios sobre aspectos de nossa vida. Dessa forma ao utilizar determinada erva em trabalhos mágicos estamos lidando diretamente com a energia celeste à qual ela representa.

Assim o reino vegetal recebe influências planetárias e pode ser utilizado para alimentar o homem e curar doenças. As plantas podem reparar a nossa energia orgânica diminuída servindo de alimentos, atuar em nosso campo eletromagnético na cura de doenças, podem ainda influenciar nosso corpo astral e causar estados alterados de consciência, úteis em cerimônias xamânicas, dentre outros. Podem ser utilizadas em cerimônias mágicas, ritos divinatórios e ainda atuar como aceptoras de doenças da alma, auxiliando no processo de cura holística através da transplantação de doenças, prática não muito recomendada por alguns alquimistas.

O trabalho alquímico descreve ainda maneiras pelas quais a humanidade poderia auxiliar no processo evolutivo das plantas: Através do cultivo de seus espécimes, através do crescimento mágico das plantas e através da perpetuação de seus ciclos de vida(palingenesia).

O trabalho com as plantas alquímico consistia na colheita de plantas propícias à realização do objetivo desejado de maneira adequada a aprimorar a sua potência. Assim as ervas eram colhidas em data e hora específicas, sempre observando o máximo de cuidado com a energia da mesma. Uma vez colhidas as plantas recebiam tratamento Hermético especial. Seu fim não consiste somente em dispor das qualidades físicas dos sucos das plantas, da maneira mais proveitosa, e sim em libertar a força viva, a essência, a alma, ou o bálsamo da planta.

Todo corpo possui quintessência, seu quinto princípio ou potência, e através do manuseio correto dos vegetais é possível liberar esse poder que se manifesta em qualquer matéria, em variadas proporções, e se dissolve pelo todo da mesma forma que um corante colore a água se diluído. Isto representa o Arcano, a substância fixa, imortal e incorpórea que conserva, restaura e vivifica os corpos. É na busca deste princípio Divino que os alquimistas realizavam os seus procedimentos de extração e suas cerimônias mágicas.

A magia feita com o reino vegetal era baseada no conhecimento do espírito das plantas, que de acordo com a antiguidade recebiam o nome de dríades, hamadríades, faunos, floras, fadas, dentre outros, sendo proximamente conhecidos das culturas pré-cristãs em seu período de panteismo. Modernamente estes espíritos recebem o nome genérico de “elementais” e possuem um potencial fantástico de cura, equilíbrio e restituição mágica. É comum na lenda de Deuses, Heróis e Avatares a iluminação ser recebida debaixo de uma arvore ou através de uma planta, como o freixo de Odin e a figueira(boddhi) de Buda. Isso ilustra o potencial de sabedoria que podemos receber dos espíritos da natureza.

Mesmo frente à perseguição cristã, que proibia a colheita de ervas em determinadas horas e datas, sob a pena de o infrator ser afastado da liturgia como forma de punição, o trabalho mágico continuava vivo na mente das pessoas e especialmente no pensamento dos grandes alquimistas, que permitiram um renascimento dos trabalhos mágicos com o reino vegetal que culminou na criação e formação das ciências modernas baseadas no empirismo e na experimentação.
Aeryus Cernowain

video

Vídeo feito para a Madonna no " Re-Invention Tour" utilizando as cartas de tarot. Eu achei simplesmente maravilhoso o vídeo, primeiro porquê eu ja gostava da musica, segundo porquê é de uma beleza impar, especialmente para nós, tarólogos.


Este é o Tarot de Rider-Waite, criado em meados de 1920, se não me engano,e representa as cartas de tarot associadas ao simbolismo ocultista. Nota-se que neste baralho a posição da justiça e da torre estão alteradas, devido a considerações numerológicas e cabalistas feitas pelo Waite. Eu particularmente prefiro na posição original com a força na posição 11 e a justiça na posição 8.


Anotei a sequência em que ela coloca as cartas e disponibilizo para vocês, quem sabe não tiramos daí algum significado...rsss. As baras transversais mostram o intervalo entre o aparecimento das cartas.

>Sol - Carro - Sacerdotiza / Rei - Rainha - Força - Sacerdote - Lua / Eremita - Julgamento - Roda da Fortuna - Mundo - Estrela - Enforcado - Enamorados / Morte - Torre - Diabo - Mago - Temperança / Justiça / Louco>

As bruxas são, antes de mais nada, "consolatrices afflictorum", vendedoras de sonhos e de ilusões de potência, de triunfo, de vitória, de vingança. E são bodes expiatórios dos maus pensamentos de uma sociedade cheia de desejos e de medo, de vícios e de impotência. - (Cardini. F., Magic and Witchcraft in the Middle Ages and the Renaissance)



Cernunnos, o Deus Cornífero. É considerado um Deus ancestral para o povo Celta e está relacionado aos animais,´á natureza e a ligação homem-natureza.


A Origem do atual jogo de tarot permanece um mistério, visto que são inexistentes referencias anteriores ao séc.XIV, assim sendo podemos aferir sobre o seu berço baseando-se em relatos históricos feitos ao longo dos séculos e de suposições a respeito.

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A etimologia da palavra “Tarot” é desconhecida. Acredita-se que ela possa ter várias origens, dentre elas: a palavra árabe turuq, que significa "quatro caminhos", torat que é o livro das leis hebreu e ot tara que significa “caminho da vida” em indiano, dentre outras possíveis palavras em línguas distintas.

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Sabe-se que os orientais já conheciam os jogos de cartas e alguns historiadores atribuem aos árabes, indianos ou chineses à invenção no séc. X antes da era cristã. A sua ida para a Europa pode ser devido à invasão Moura na península Ibérica que começou em 711 e durou até 1492 com o enriquecimento cultural que os Árabes trouxeram para o continente europeu arrasado devido à intolerância cristã nos séculos anteriores com expansão da arquitetura, navegação, artes e redescoberta de textos clássicos que haviam sido destruídos. Entre estes avanços tecnológicos trazidos pelos Árabes estavam as origens para o jogo de baralho lusófono e possivelmente para o tarô divinatório.

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A primeira referência às cartas registrada oficialmente no ocidente foi feita pelo monge alemão Johannes Von Reinfeldem, residente em Berna, na Suíça, que em 1377 escreveu ao clero sobre a chegada de um jogo de cartas em seu país semelhante ao jogo de xadrez. Em 1392, é criado o mais antigo grupo de cartas que existe: o Tarot de Gringonneur, mantido na Biblioteca nacional da França e possui apenas 17 arcanos preservados. Assim sendo, entre 1369 e 1397 fica claro para os historiadores o aparecimento das cartas na Europa. Durante o período do século XV, a Igreja se posiciona pela primeira vez sobre as cartas proibindo a utilização das mesmas por sacerdotes sem nenhum tipo de explicação.

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A idéia de que os egípcios foram os responsaveis por sua criação foi feita por Court de Gebelin, que escreveu o primeiro livro referente ao tarot, na frança no séc.: XV. Ele associou as cartas do tarot aos símbolos pintados na entrada da câmara funerária da pirâmide de Gizé e dizia que o tarot era, na verdade, o livro de toth que continha todo o conhecimento antigo do egito. Isto aconteceu antes da descoberta da pedra de roseta e quando finalmente foram traduzidos os hieroglifos de Gizé sua tese caiu por terra. Mas aí os ocultistas da época ja tinham disseminado a ideia equivocada.

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O termo Tarot surge, de fato, no século XVII. Durante esse século o baralho já possuía a estrutura de 78 lâminas (com nomes e números) e houve uma divisão do Tarot em Tarot de Jogo e Tarot Divinatório; enquanto o primeiro servia exclusivamente ao entretenimento o segundo se propunha à revelação do futuro. Surgiu inclusive nessa época o famoso Tarot de Marselha que deu origem à muitos outros baralhos.

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A primeira grande publicidade acerca do uso divinatório do tarô veio de um ocultista francês chamado Alliette, sob o pseudônimo de "Etteilla" (seu nome ao contrário), que atuou como vidente e cartomante logo depois da Revolução Francesa. Etteilla desenhou o primeiro baralho esotérico, adicionando atributos astrológicos e motivos "egípcios" a várias cartas, elementos alterados do Tarô de Marselha, e incluíndo textos com significados divinatórios escritos nas cartas. Mais tarde Mademoiselle Marie-Anne Le Normand popularizou a divinação durante o reinado de Napoleão I, pela influência que exercia sobre Josefina de Beauharnais, primeira esposa do monarca. Contudo, ela não usava o tarô típico de Marselha, e sim uma variante conhecida hoje em dia genericamente como “tarot cigano”.

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A concepção das cartas de tarot como códices místicos foi profundamente desenvolvida por Eliphas Lévi e consequentemente incorporada pela Golden Down. Em seu livro, “Dogma e Ritual de Alta Magia”, de 1854, Lévi introduziu uma interpretação das cartas que as relacionava com a Cabala Hermética, aceitava a origem egípcia do tarô proposta por Court de Gébelin e relacionou os seus elementos à cabala hermética e aos quatro elementos da alquimia.

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Arthur Edward Waite, membro da Ordem Golden Dawn, ampliou os estudos do tarot promovendo em 1910 uma redefinição das cartas de tarot eclipsando o simbolismo cristão inserindo em seu lugar temas mais abrangentes, como por exemplo a imagem da sacerdotisa no lugar da papisa. Para ele, a chave do Tarô reside única e exclusivamente no simbolismo das cartas, que formam uma espécie de alfabeto capaz de infinitas combinações que sempre fazem sentido. “O Tarô incorpora as representações simbólicas das idéias universais, por trás das quais estão todos os subentendidos da mente humana”, disse Waite. “É nesse sentido que ele contém a doutrina secreta, que é a percepção, por uns poucos, de verdades encerradas na consciência de todos, muito embora elas não tenham sido claramente reconhecidas pelas pessoas comuns”.

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A partir daí, com a popularização da produção em massa de impressos e o apelo das comunidades pelo ocultismo surgiu uma variedade infinita de decks baseados em uma miríade de simbolismos. São produzidos tarots com imagens de elementais, anjos, egípcios, celtas, nórdicos, gregos, wiccans dentre outros, alguns mantém a formatação original de 78 cartas sendo 22 arcanos maiores, outros alteram a quantidade de cartas conforme o gosto do criador.

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Tarots Famosos:

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1392 - TAROCCHI DE VENEZA - GRINGONNEUR (França)

1395 - VISCONTI-SFORZA (Itália)

1465 - TAROCCHI DE MANTEGNA (Itália)

1500 - TAROCCHINO DI BOLOGNA (Itália)

1625 - TAROCCHINO DE MITELLI (Itália)

1720 - MINCHIATE DE FLORENÇA (Itália)

1760 - TAROT DE MARSELHA (França)

1889 - TAROT DOS BOHÊMIOS (França)

1870 - ETTEILLA TAROT (França)

1910 - TAROT DE RIDER-WAITE (Inglaterra)

1927 – TAROT DE WIRTH (Inglaterra)

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Aeryus Cernowain


Acontecerá como sempre no Templo de Apollo, na Quinta da Boa Vista, RJ nos dias 26 e 27 de Setembro.

http://www.youtube.com/watch?v=SdCvonKsMjQ


Encontro Social Pagão®BR 2009

26 de Setembro - Sábado

10:00h – Recepção

10:30h – Apresentação e Abertura do Evento

11:00h –
Marluz Paiva - Hinduismo - Palestra sobre a cultura Hindú e os seus aspectos.

12:20h – Mestre de Guerra Pagã Bruno Alves - Oficina de Lutas: - O homem inspirado nas forças da natureza. Na história do homem a experiência é ditada pela observação da natureza. Os termos “firme como a montanha” e “veloz como o vento” são exemplos da ligação simbiótica homem-natureza. Em certas modalidades de artes marciais essas observações vieram de encontro aos elementos naturais estudados em algumas doutrinas orientais: Terra ,água, fogo, ar e o vazio(jap. chi, sui, ka, fu e ku, respectivamente). Identificar, se familiarizar, aprimorar e se apropriar de tais elementos-arquétipos para uso na vida cotidiana é a proposta da oficina.

13:00h - LANCHE

13:40h - Dayne Anglius - A Criação da Humanidade segundo a Mitologia Grega. - Abordagem dos aspectos envolvendo o surgimento da humanidade baseados na mitologia grega e sua visão criacionista.

14:20h – Daphne Shinnar - Descida ao submundo: O confronto com s Deusa negra e o com o self. - Inúmeras vezes em nossas vidas somos colocados frente á uma situação que nos força a ir no mais profundo de nosso ser nos reencontrar conosco novamente, Contudo a jornada ao submundo nos exige uma determinação impar, através de um processo lento, e doloroso de mortificação de um EU antigo para a transformação em um novo EU.Descendo ao submundo nos encontraremos com Ereshkigal , a impiedosa porem revigorante senhora do grande lugar, que nos ensinará á nos refazer e tomar posse dos dons aos quais temos direito.

15:00h – Bandruir - Mistérios da Grande Rainha: As mil faces da Mórrigan - Deusa-mãe, Senhora da Magia, mestra dos guerreiros, patrona dos feiticeiros.... Em suas múltiplas faces, a Mórrigan é caos, sexualidade, transmutação. Vida, morte e renascimento.Mistérios que desafiam a todos - homens, mulheres, guerreiros, Druidas, feiticeiros, xamãs - a vivenciar os antigos caminhos da Arte.

15:40h – Diego Santos - Oficina “ Danças, Mitos e Arquétipos” -

16:20h- Aeryus Cernowain - Entendendo a Astrologia - A interpretação das influências dos astros permite a nós identificar virtudes e dificulades que nos acompanham ao longo desta caminhada que é a vida. Muito se ouve falar mas poucos são os que conhecem como é feito um mapa astral e como funciona a análise deste tipo de influência. Vamos discutir o quê é o mapa astral e no quê se baseia a sua produção e interpretação.

17:00h- Dragões de Avalon - A Carga do Sacerdote: Um olhar Draconiano sobre valores.


ENCERRAMENTO




27 de Setembro - Domingo


10:30– Recepção-

11:00h - Claudio Ramos - Roda do Ano na Wicca, com ênfase na celebração dos sabás nos hemisférios norte e sul. A importância da celebração, do comprometimento com a Grande Mãe e de onde e como realizá-los. Vamos acabar com essa "torcida de nariz" quando um fala que celebra para o norte e o outro para o sul - por que não conviver com as diferenças?

12:20h – Boadicea - As Fadas, o Mundo Feérico e as Bruxas: uma estreita relação.
As fadas ou “O Pequeno Povo”, como são conhecidos na Europa, são seres mitológicos e folclóricos, associados a diversas lendas e costumes pagãos que sobrevivem até os dias atuais. Com o resgate do paganismo europeu em suas diversas vertentes, fica quase impossível não esbarrar com esses seres enigmáticos em algum momento! E inspirados nesses “encontros” é que vamos, através dessa pequena comunicação, entrar no “Outro Mundo” ou “A Terra da Juventude” e compreender a estreita relação que existe entre as Fadas e as Bruxas e escolher entre ser “seus amigos” ou fingir que elas/eles não existem!



13:00h - LANCHE

13:40 –Ana Marques - Os caminhos do Tarô.
O caminho físico (do Mago à Força) e o Caminho Espiritual (do Enforcado ao Mundo). As etapas do SER na descoberta de seu lugar no mundo e na sociedade. As etapas do SER na busca da transcendência. A confusão gerada quando os caminhos são negados.

14:20h – À confirmar

15:00h – Alexandre Jacob – Hermes - A finalidade da palestra é descobrir Deuses Hermes que a maioria não conhece, discutir aspectos esquecidos ou pouco abordados e atualizar os mitos para nossas práticas diárias. Assim vamos realizar uma abordagem do mito e das princpais narrativas envolvendo o Deus, os aspectos da vida grega relacionados a Ele, vivências e práticas diárias relacionadas aos seus atributos e tracçar paralelos e congruências entre o Deus e outras divindades da religião pagã, se possível.

15:40h – Aeryus Cernowain - O uso mágico das plantas – O reino vegetal é a maior riqueza que a humanidade possui e deve ser valorizado como tal. Dentre todos os seus dons, vamos destacar a utilização mágica das plantas como ferramenta de evolução, crescimento e harmonia com a natureza.

16:20h – Bruno Alves - Luta antiga e medieval: Manejos de espada, lança, machado e escudo. - Utilizando a prática como forma de vivenciar a evolução de conflitos e das estratégias relacionadas ao combate, a oficina faz uma viagem ao modo de guerrear de diversas culturas de períodos pré-históricos até a era medieval. A partir de um aprendizado básico do manejo de algumas das armas tradicionais das tribos célticas, germânicas,dos romanos e etc.

17:00h –Feira de Trocas, Agradecimentos e Encerramento do Evento


Quem são nossos palestrantes?


ANA MARQUES - Brasilia/RJ - Sou um retrato ainda indefinido. A bruxaria me trouxe o contato com a minha essência e com os Deuses que habitam em mim. O tarô me trouxe o caminho para trilhar de volta até essa essência. Aprendi que o tempo muda todos os lugares e que ninguém permanece inerte, mesmo que tente. Aprendi que as ferramentas mudam, mas que a descoberta do templo interno é um objetivo pelo qual vale a pena lutar. Não levo flores e nem espinhos, apenas o perfume.
Sites: bruxaoraculo.blogspot.com / bruxadragao.blogspot.com / bruxafeminina.blogspot.com / escritoserabiscos.blogspot.com

AERYUS CERNOWAIN - Vitória – ES – “ Um Bruxo livre de amarras e preconceitos, aberto a ser moldado pelo divino e disposto a aprender todos os mistérios que a vida possa oferecer”, talvez essa seja a minha melhor definição. Nasci no interior da Bahia, onde aprendi a viver em contato direto com a natureza e através de minhas andanças pelo mundo me descobri bruxo, ao que tenho me dedicado dês de então. Me graduei em Farmácia e Bioquímica e tenho agregado esse valor à minha vivência como Bruxo, buscando sempre o melhor que o universo tem a oferecer.
Contato:
Blog: http://www.valedobruxo.blogspot.com/
Multiply: http://www.druidaerius.multiply.com/
Panela de Barro Paganismo Capixaba: http://www.ipaneladebarro.blogspot.com/

ALEXANDRE JACOB – Vitória – ES - Praticante do Helenismo desde 2000, Professor da GERGÓVIA – Escola de Druidismo e Cultura Celta. Formado em Direito, atua na área e desenvolve dentro de uma tradição própria e familiar vivências e práticas mágicas relacionadas aos povos gregos.
Contatos:
Multiply: http://www.alexandrejacob.multiply.com/
Panela de Barro Paganismo Capixaba: http://www.ipaneladebarro.blogspot.com/

BANDRUIR - Rio de Janeiro – RJ - Estudou Comunicação Social (graduação), Relações Internacionais e História (pós-graduação especialização). Trabalha como professora de idiomas e tradutora, já tendo traduzido livros na área de História. É fundadora e diretora da GERGÓVIA Escola de Druidismo e Cultura Celta e da Ordem Druídica DRUNEMETON. Druidesa, praticante e pesquisadora de Paganismo desde 1986, com ênfase em magia druídica e cultura celta, já palestrou em diversos eventos religiosos pelo Brasil. Nas horas vagas, dedica-se ao estudo de plantas e a trabalho voluntário na Floresta da Tijuca..
Contatos:
E-mail: escolagergovia@yahoo.com.br
Site: http://escolagergovia.multiply.com/
Blog: http://www.escolagergovia.blogspot.com/

BRUNO ALVES DE OLIVEIRA – Mestre De Guerra Pagã – Macaé -RJ
27 anos, é pagão e “bruxo solitário em família”. Mora no Sana, distrito de Macaé, entre hortas, pastos, rios, florestas e montanhas celebra a natureza. Neste cenário leciona Ninjutsu(Arte ninja) e desenvolve o grupo AntigasSerpentes de estudo e experimentação das artes de guerra antiga. Interessa-se pela interpretação da paisagem como forma oracular, motivatória e artística. É artesão, fabrica seus próprios artefatos religiosos, amuletos e armas de treino.

CLAUDIO RAMOS - Claudio e sua esposa Patricia, estão à frente do Círculo de Brigantia,(espaço-templo onde ministram cursos de Bruxaria, Atendimentos de Tarô,Runas,Oráculo da Deusa e Astrologia Védica. Iniciado em 1993,em 2000, entrou para o Ordem dos Bardos, Vates e Druidas (OBOD) na Inglaterra.Desde 1998 divulga a Wicca-Bruxaria através dos jornais Ganesha e Jaya. Cultua os Deuses Celtas na Roda do Ano.

DANIELE BOADICEA - Estudou Letras, Português- Alemão, na UFRJ. Fez pesquisas e atuou como monitora na área de Mitologia Germânica e Celta. Participou do 1º e 2º Simpósio de Estudos Celtas e Germânicos da UFRJ apresentando pesquisas na área de mitologia celta.É professora de Artesanato Pagão do Templo de Brigith no Rio de Janeiro.Desenvolve diversos produtos nas áreas de cosmética, culinária e artesanato mágickos.Bruxa há doze anos, participou de diversos grupos até ser iniciada na Tradição O´Reilly, e junto com o sacerdote Millennium, dirigem o Grupo Água da Lua desde 2003.É também Probacionista da A.´.A.´.Organiza o evento “Fim de Semana Místico em São Thomé das Letras”, que já está em sua segunda edição e conta com a participação de diversos representantes do misticismo no Brasil.

DAPHNE SHINNAR - Manaus - AM – Sacerdotisa Adjunta do Coven Arco Íris (CCAI), dedicada às Deusas sumerianas Inanna e Ereshkingal. Baseia-se na linguagem dos arquétipos primordiais para a composição ritual e nos estudos de autores junguianos para o estudo de características humanas e entendimento do culto e da religião. Utiliza-se de musicas do cancioneiro brasileiro na composição e prática ritual. Consultora logística, atualmente reside no Rio de Janeiro, sendo ex organizadora do ESP Amazonas e atualmente modera junto com Aeryus Cernowain a organização do ESP®-RJ.

DIEGO SANTOS – Curitiba – PR- Desde dos 13, Diego vem buscando aprimoramento espiritual. Foi organizador do ESP®PR por 4 anos. Estudante de Psicologia na UFPR. Formado em Yoga, Danças Circulares e em diversas terapias complementares.Suas pesquisas principais hoje são: a compreensão dos 4 elementos enquanto bases da existência em Gaia, suas influências nos sistemas psíquico, físico, energético e emocional. E seu tema de monografia, a capacidade das Danças de proporcionarem estados alterados de consciência em seus dançarinos. É idealizador do projeto Roda de Gaia, cuja proposta é criar movimento,de todas as formas, através de cursos, vivências, ações sociais, formações, terapias, parcerias e muitas outras. Esse movimento é essencial, pois movimentando não permitimos que a energia estagne e assim possibilitamos uma eterna renovação dessa energia. Para manter essa energia fluente nos dispomos a atuar em diversas áreas; nas escolas, empresas, hospitais, clínicas de saúde e tantos outros locais. Nem sempre poderemos estar em todos os lugares, mas com certeza sempre haverá um parceiro nosso por lá, isso acontece porque o Roda de Gaia é um movimento social, um acontecimento geral, forte e vivo.
Contato:
http://www.rodadegaia.com.br/

GJALLAN HEIMDALLSKJALDBRANDR DE AVALON
- Rio de Janeiro – RJ Historiador formado pela UFF, cujo estudo é focado na mitologia nórdica e Sacordote de Primeiro Grau da Tradição Dragões de Avalon


KALAMAR NUR DE AVALON - Rio de Janeiro – RJ - Advogado, Sacerdote de Primeiro Grau da Tradição Dragões de Avalon

LENA BELLONA DE AVALON - Sacerdotisa de Segundo Grau da Tradição Dragões de Avalon

SHILOM MARAWARA DE AVALON - Rio de Janeiro – RJ Professora de inglês, pagã há mais de uma década e Sacerdotisa de Primeiro Grau da Tradição Dragões de Avalon


Infos e Fotos dos ESP®BR anteriores:

http://fryggah.multiply.com/journal
http://www.8p.com.br/hellfryggah/flog/#
Maiores informações – projetogaiapaganus@yahoo.com.br

OBS: Além do nosso famoso lanche comunitário (por favor levem as bebidas geladas, pois provavelmente não teremos isopor para conservar), como no ano passado haverão pessoas vendendo sanduiches naturais e sucos variados para que não precisemos sair do Templo de Apollo e desse modo atrasar a programação e teremos ainda a novidade da
"Feira de Trocas" como mais uma forma de estreitar laços e partilhar conhecimento. Funcionará da seguinte forma: cada participante do ESP®BR leva algum objeto cuja referência seja pagã e troca com outro participante do evento. O objeto pode ser alguma imagem, cristal, representação de divindade, esculturas, incensários... enfim, qualquer objeto de cunho mágico. O importante é a troca ser feita baseada em amor e amizade.

P.S.: Programação sujeita a alteração devido à espera de confirmação por parte de alguns participantes!




O Labirinto do Fauno, do diretor Guillermo Del Toro é visceral, violento, mágico e impressionante. É o retorno da fábula à seu devido lugar e uma história que nos choca e emociona com seus toques líricos e oníricos diante da violência de um país assolado pela Guerra Civil Espanhola.



A criatividade geralmente acontece na quebra de padrões, aplicando uma nova visão a fatos e coisas. Analisar problemas sobre novos ângulos. Perceber detalhes sutis e retirar a poesia da vida. Ver a arte antes mesmo dela existir. Estes são fatores que formam um criativo.



Todos estes elementos se mostram presentes no mexicano Del Toro. O diretor reuniu em El Labirinto del Fauno uma série de metáforas e alegorias, e criou um filme pesado e violento que conta a história de uma menina chamada Ofelia (Ivana Baquero) filha de Carmen (Ariadna Gil), uma mãe viúva que se casa com Vidal (o brilhante Sergi López), um oficial fascista que tenta eliminar guerrilheiros que lutam contra o regime de Francisco Franco. A menina Ofelia é fascinada por fábulas e contos de fadas. Sempre com muitos livros em mãos, se vê obrigada a se mudar com a mãe para o campo onde seu padrasto, que claramente oprime a menina, trava uma intensa luta contra os rebeldes.



Lá ela encontra um labirinto que fará sua imaginação tornar real um mundo mágico repleto de seres míticos. Um deles é o Fauno, uma variação do deus Pan, criatura das possibilidades e do pensamento livre, é a única capaz de saciar seu desejo latente de transformação.



O Fauno então conta a menina que ela era a princesa do mundo subterrâneo, um local onde não se conhecia tristeza e dor. Ela havia fugido para conhecer o mundo dos homens e não retornou mais. Seu pai, o rei, ordenou então que fossem abertos portais por todo o mundo na esperança de que sua filha retornasse.



Ofelia recebe três tarefas que, ao cumpridas, farão com ela retorne a seu mundo e verdadeiros pais. A primeira é retirar uma chave mágica da boca de um sapo gigante que habita as raízes de uma árvore. Depois utilizá-la para conseguir um punhal protegido por um ser pelancudo e com olhos nas mãos. Ela chega até o local onde estão o punhal e este homem pálido através de uma porta aberta com um giz dado pelo Fauno junto com uma observação: não deve, em hipótese alguma, comer nada enquanto estiver cumprindo a missão, coisa que não acontece, já que ela encontra um lindo e suculento banquete. Neste detalhe o diretor nos remete à igreja católica, que apoiou abertamente os fascistas, e pune violentamente os que cedem a tentação. A terceira, e mais difícil, é a de derramar o sangue de um ser inocente: seu próprio irmão.



No filme não há limites entre fantasia e realidade. Ele aponta caminhos e deixa que você decida em que acreditar. Tanto quem gosta de fadas, lendas e mitologias quanto os mais céticos irão apreciar a história. A crítica social e política somadas a magia da fuga emocional de Ofelia são um mundo único criado pelo fantástico Guillermo Del Toro. O Labirinto do Fauno é imperdível!


Muito é falado a respeito de são jorge, mas na verdade existem poucas informações concisas a respeito de sua relação com o paganismo e como isso influencia diretamente o neopaganismo como um todo. O objetivo aqui e discorrer sobre a visão cristã deste santo e como isso se reflete em nossas praticas mágicas baseado na sua real face cristã, livre de opiniões sem embasamento na sua verdadeira origem judaico-cristã.

É interessante observar que a história de são Jorge se baseia no Decreto Gelasiano do séc IV o qual faz parte dos livros deuterocanônicos (chamados de "apócrifos" pelos protestantes e, por este motivo, excluídos de suas Bíblias, mas que ainda assim fazem parte da liturgia católica) onde é apenas citado. São Jorge faz parte do grupo de santos sobre os quais a igreja católica não reconhece nenhuma existência histórica sendo caracterizados apenas por suas lendas, assim sendo seu nome não consta na lista oficial de santos católicos apesar de a igreja ainda admitir e aceitar o seu culto. (NABETO-2003, ROST-1980).

De acordo com a Paróquia Oficial de São Jorge Mártir, localizada na diocese de Santos-SP, Jorge é um Guerreiro originário da Capadócia e foi militar do Império Romano ao tempo do imperador Diocleciano, Jorge converteu-se ao cristianismo e não agüentou assistir calado às perseguições ordenadas pelo imperador. Foi morto na Palestina no dia 23 de abril de 303. Ele teria sido vítima da perseguição de Diocleciano, sendo torturado e decapitado em Nicomédia.

Ainda de acordo com a Paróquia Oficial de São Jorge Mártir, a imagem conhecida de todos, do cavaleiro que luta contra o dragão, está relacionada às lendas criadas a partir da Idade Média. A versão mais corrente diz que um dragão saía das profundezas de um lago e atirava fogo contra uma cidade do Oriente. Para não destruir toda a cidade, o dragão exigia regularmente que lhe entregassem jovens mulheres para serem devoradas sendo que um dia coube à filha do Rei ser oferecida e neste momento aparece São Jorge que vence a disputa matando o dragão. O misterioso cavaleiro assegurou ao povo que tinha vindo em nome de cristo para vencer o dragão, sendo que para isso eles deviam converter-se e ser batizados. Para alguns, o dragão simbolizaria as antigas culturas pagãs que ali existiam. Já a donzela que o santo defendeu, representaria a província da qual ele eliminou o paganismo.

Nesta representação é óbvio o simbolismo pagão, sendo que o Dragão sempre é associado às antigas religiões pré cristãs como representantes da terra. O lago também é outro símbolo pagão, sendo normalmente a morada dos Deuses e o portal por onde os mortais poderiam transitar por entre os mundos. A própria exigência do santo de que os habitantes daquele local aderissem a fé cristã já representa a morte do dragão, que deixaria de existir pelo fato de ali já não haver mais paganismo. O ponto em questão é que São Jorge é reconhecidamente um santo responsável por eliminar o paganismo da face da terra, sendo que por causa disso lhe são atribuídos força e coragem com a finalidade de torná-lo forte diante dos fiéis cristãos.

“Arauto dos bens eternos,
Combatente do paganismo e da idolatria,
Vencedor do dragão infernal,
Terror dos espíritos impuros

(Trecho retirado da ladainha de São Jorge utilizada nos templos católicos)

A exemplo do trecho acima, a egrégora de são Jorge é clara em relação ao paganismo: Ele não aceita, é um santo criado para combater o paganismo e a idolatria, sua energia é incompatível com os elementos pagãos, pois ele foi feito para justamente destruí-los, não esquecendo de que nos dias atuais a igreja católica considera qualquer forma de paganismo como pertencente ao reino do diabo.

O que aconteceu com a Umbanda foi um sincretismo entre são jorge e Ogum, necessário para que os antigos escravos vindos da áfrica pudessem cultuar livremente suas divindades sem serem importunados pelos católicos senhores de engenho. Assim sendo, na maioria dos casos, ao se perguntar a algum umbandista qual é o seu tipo de religião a resposta será unânime: Cristã. O candomblé que mantém as raízes pagãs e normalmente não faz nenhum sincretismo entre a Divindade e o santo, sendo que inclusive os seus Deuses são representados com a pele negra, mantendo o seu vínculo original com as religiões africanas de origem.

Dessa maneira ocorre um choque de egrégoras muito grande quando se resolve cultuar a energia desse santo associada a alguma divindade pagã. O resultado disso varia em cada caso mas em regras gerais as Divindades Pagãs não devem ficar tão satisfeitas ao verem seus dedicandos cultuando um santo que deseja a destruição de tudo o que eles representam. Sincretismos costumam ser perigosos principalmente quando são feitos de maneira inexperiente e sem conhecimento exato do que está sendo misturado.

As Divindades pagãs representam normalmente os aspectos da natureza e da vida humana então estão sempre próximos de nós. Enquanto houver um animal vivo no mundo, a energia de Cernunnos sempre irá se manifestar em suas cercanias. Enquanto houver amor e beleza, Afrodite sempre estará por perto. De acordo com os Celtas, cada rio que corre possui em seu interior uma Divindade. Nos períodos pré-cristãos os rios possuíam santuários dedicados à Deusa residente, santuários estes que foram destruídos em nome do cristianismo, a mesma religião que criou são jorge para matar o Dragão.

Mas ainda estamos vivos.

Aeryus Cernowain

REFERÊNCIAS:

NABETO, Carlos Martins. Apostolado Veritatis Splendor: DECRETO GELASIANO. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/3655. Desde 17/04/2003

ROST, Leonard. Introdução aos Livros Apócrifos e Pseudo-Epígrafos do Antigo Testamento. São Paulo: Paulinas, 1980.

Paróquia de São Jorge Mártir – Santos/SP http://www.saojorgemartir.com.br/sao_jorge/hist_sj.php

Diferenças ente Umbanda, Candomblé e Quimbanda - http://estudoreligioso.wordpress.com/2008/10/31/diferenas-entre-umbanda-candombl-e-quimbanda/



O ESP®RJ acontecerá dia 19 de julho, DOMINGO, na Quinta da Boa Vista, no Templo de Apollo, as 10h.



O Templo de Apollo fica no Lago dos Pedalinhos, localizado no Parque da Quinta da Boa Vista em São Cristóvão.



Teremos uma roda de discussão, com o tema de “Vivências Pagãs”, onde falaremos um pouco sobre as vivências mágicas de cada um e quais lições foram tiradas disso.



Aproveitamos para apresentar a entrada dos novos organizadores: Aeryus Cernowain(ES) e Daphne Shinar(AM).



Não esqueçam de levar comidinhas e
bebidas (não alcóolicas) para o lanche comunitário. Levem de preferência bem gelados! Meninos levam as bebidas e meninas levam as comidas! Não é obrigatório, leve apenas se lhe for possível para que possamos fazer um grande piquenique.



Também não se esqueçam de levar uma canga para sentar e sua caneca para que não utilizemos copos descartáveis.



Dúvidas só entrar em contato:



Aeryus Cernowain – druidaerius@yahoo.com.br / 9681-3315


Daphne Shinar - daphy_witch@yahoo.com / 7154-5222



P.S.: Caso chova na noite de sábado o ESP fica automaticamente transferido para a próxima semana.


"No fluxo do Yule o inverno se faz presente, trazendo em seu ventre a promessa de um tempo melhor."



Sentada com as pernas cruzadas em seu tapete no centro da sala Serena apenas via o reflexo da lua cheia entrando pela janela e se desenrolando pelo chão tal qual uma névoa prateada.

-Perfeito... - Disse ela, enquanto colocava a tigela de barro contendo água de chuva recém coletada sob os reflexos da divina Luz que acabara de surgir.

Após se sentar o mais confortavelmente possível ela finalmente encontra a Lua ali, refletida em meio ao seu próprio elemento, a água, e incidindo sobre o seu rosto como se quisesse penetrar por cada poro de seu corpo...

Calmamente, finalmente Serena se concentra, e à medida que observava os raios Divinos da Lua Cheia sendo refletidos na água, a própria Lua observava o rosto de sua filha e a ela enviava, através de seu reflexo, o despertar de sua intuição e a penetrava com seus raios luminosos e brilhantes... A aura de uma verdadeira Bruxa...

A Lua na água... A água na Lua... A lua no rosto... O rosto na Lua... O triângulo prateado de magia e luz se formava instantaneamente, ligando os três níveis de existência: O divino, o natural e o humano em um ciclo de luz feminino e divino que fluía e ressonava, saindo do cosmos encimado pela lua, fluindo e sendo repuxado pelas marés da água na taça de cristal e por fim se derramando como energia pura, cristalina, aquosa e lunar por entre as vias de energia de Serena, reverberando em seu útero e se espalhando por todo seu corpo como um manto prateado costurado por pequenas aranhas tecelãs divinas intrincando fios de raios lunares.

O ápice de energia fluida se aproximou com a chegada da Lua no meio do céu, intensificando o elo que se formara entre os mundos e num golpe de intuição Serena pegou a taça com ambas as mãos, sentindo a frieza do vidro e da água contida, e ficando de joelhos sob os raios lunares ela sorveu o líquido ali contido. A água tocou a sua língua de maneira gelada e extremamente leve, quase como se fosse névoa, circulando por entre a língua, que calmamente recebia o banho refrescante e permitia que o fluxo descesse pelo esôfago, num jorro frio e leve, que foi se expandindo por todo o corpo de Serena. Mãos, pés, peitos, rosto, cabelos, braços e pernas se viram invadidos por essa frieza e leveza que se expandia do centro de seu corpo fluindo até os locais mais recônditos de seu físico.

Derrepente todo o corpo havia sido inundado por aquela sensação de refrescância e leveza, como se estivesse suspenso no ar, pairando por entre névoas prateadas, ou mesmo flutuando calmamente sobre o oceano, entre a noite e as estrelas, prateada no manto lunar, se dissolvendo nas profundezas do oceano, ou mesmo subindo aos céus como fumaça de incenso... Incenso de dama da noite era o cheiro. E derrepente Serena se viu num campo cheio de flores brancas, uma nuvem de odores indescritíveis pairava ao seu redor. Dama da noite, Jasmim, Lírio e Lavanda flutuavam, dançando por entre os galhos das árvores e fluíam através de seu olfato levando mensagens de equilíbrio e frescor, envolvendo o seu corpo num rodamoinho de sensações olfativas quase insuportável de tão intenso...

O manto prateado da Senhora da Lua Cheia se instalara ao seu redor e sobre a sua pele, se emaranhando em seus cabelos como uma coroa de flores e descendo por sobre o seu corpo nú como um vestido longo e prateado.

Com os últimos goles da água imbuída de energia lunar Serena colocou a taça de volta no altar e finalmente abriu os olhos, observando as formas cintilantes dos móveis da sala, alteradas por sua percepção expandida que mostrava não apenas as linhas duras e geométricas da madeira escura e do vidro, mas também cada emoção ali costurada por seus donos, como uma colcha de retalhos feita por emoções e ações daqueles que ali conviveram e desprenderam aquela energia levando a formação de uma pequenina alma para cada parte daquela sala. É interessante observar como o ambiente ao nosso redor se molda ao uso que lhe damos, e como a energia desprendida pelas pessoas se impregna nos ambientes, como registros velados de todos os eventos que ali ocorreram, bastando apenas alguém mergulhar num transe a ponto de acessar essas informações para ler ali a história de vida daquele local e mergulhar em suas lembranças e fatos...

Um uivo se faz ouvir ao longe, seguido de muitos latidos caninos que puxam Serena de seu transe e a fazem cair de volta em seu corpo, ajoelhado no meio da sala, agora já perdendo um pouco a percepção daquele manto prateado e observando o fim da queima do incenso de dama da noite utilizado durante o ritual de Lua cheia, mas mantendo em sua alma as portas abertas para a intuição ali desperta e para as percepções ali sentidas.

- Nossa como já é tarde. Diz Serena ao olhar para o relógio de parede e constatar no céu que a lua já desceu quase no horizonte, perfazendo em média umas 4 horas de trabalhos mágicos.
Serena se levanta e ergue os braços, em saudação a lua cheia que desce pelo céu, ja ficando amarelada pela proximidade com o horizonte.

- Senhora das estrelas! Grande Roda de Prata que gira pelos céus! Eu lhe agradeço pela alegria deste momento sagrado, e te peço Grande Mãe, que sempre esteja ao meu lado, que nunca me abandone nos tempos difíceis, e que sempre esteja presente nos momentos de alegria, pois todos os atos de amor e prazer são rituais em vossa homenagem, e teu é o êxtase da vida e a porta que leva ao renascimento no círculo mágico. Abençoe a mim e a todos aqueles que caminham ao meu lado, hoje amanha e sempre, que assim seja e assim se faça. - Concluindo a saudação e baixando os braços paralelos ao corpo, Serena olha agradecida para a lua e agacha tocando ambas as mãos na terra, enviando o excesso de energia para que possa ser absorvida. Então se levanta e caminha até o seu quarto para uma ótima noite de sono repleta de sonhos misteriosos.


Oriente Médio, áfrica e Europa se reúnem em torno do Mediterrâneo, que significa literalmente "a terra do meio". Neste marco, a Turquía, terra natal de Omar Farouk Tekbilek representa uma encruzilhada geográfica e cultural. Devido a isso pode-se inferir que um músico como Farouk, que reside há muito tempo em Novaiorque, sintetize em sua música oriente e ocidente, combinando o domínio de multiplos instrumentos árabes com instrumentos ocidentais, demonstrando que é possível juntar a expressão artística e as emoções, apesar das diferenças.

Mas a história começa antes. Omar Farouk nasceu num pequeno povoado turco chamado Adanali, onde seguía os ensinamentos de seu gurú particular, seu irmão Hadji. É uma época de aprendizagem, de assimilar os momentos de cada instrumento( a flauta e a baglama) e adentrar nas escalas complexas da música turca. Des de a idade precoce de 15 anos, quando abandona os estudos para se tornar um músico profissional, seu aprendizado continuou tanto no terreno musical quanto no religioso: Se insere nos mistérios do Sufismo, a faceta mística do Islã á qual se tornou devoto.

Des de a adolescência, seus trabalhos e voltas por todo o mundo, com especial frequência nos EUA, lhe permitem atualizar as raízes da musica turca a partir da visão construtiva de Omar, que sabe renovar os sons particulares de sua terra no mediterrâneo sem deixar de lado a tradição. Em seus trabalhos se destaca a parceria com Brian Keane, onde Omar encontra os sons de flauta e percussão derivadas das bases eletrônicas e os sintetizadores do produtor e guitarrista de jazz norteamericano.

Depois de muitos albuns lançados com grande êxito ele apresenta ao público o álbum Alif, produzido por Steve Shehan. este album se tornou a prova da mundialidade do talento musical de Tekbilek. Alif é a primeira letra do alfabeto árabe e letra inicial de Alah, o criador, a realização divina do amor. E é o título do primeiro tema do album, uma obra mestra sufista de amor devoto, do amor em todas as suas formas(amor divino, amor à vida e amor romântico).

O trabalho discográfico mais recente de Omar Farouk Tekbilek é o "Tree of Patience". A árvore da paciência, uma autêntica maravilha que conta com a participação, dentre outros, de Enrique Morente, Arto Tuncboyaciyan, Ara Dinkjian, Steve Roach e Hassan Isakkut, e que recorre à escência da música e da filosofia de Farouk.

O caminho desse artista para chegar a ser músico profissional foi largo e penoso, uma caminhada onte teve que lutar duramente pelo que acreditava, fazendo uso de muitíssima paciência. E é dessa trajetoria vital, de essa árvore, dela que colhemos agora os frutos mais belos através de sua musica viva, sensivel e virtuosa, que converte Omar Farouk Tekbilek no grande renovador da música turca.

E por direito. O album "Tree od Patience" se tornou um acontecimento inigualável: Acompanhado de um maravilhoso grupo de músicos de fama internacional, seus concertos constituem uma experiência de sensibilidade, virtuosismo e ritmo absolutamente irresistivel.


OMAR FARUK TEKBILEK

BANDA The Tree of Patience

OMAR FARUK TEKBILEK - voz, baglama, darbouka, ney, bendir...
MURAT TEKBILEK - percussão
PAUL GUERGUERIAN - Percussão
YANNIS DIMITRIADIS - teclados
BAHADIR SENER - kanun
ITAMAR EREZ - guitarra


Retirado de: http://www.syntorama.com/cas/artistas/omar_faruk_tekbilek/


Pois é gente, eu estou fã de Omar Farouk, quase decorando todas as músicas..rss

Inclusive, para os fãs de Loreena Mckeenitt, encontrei uma musica dele, chamada Whirling Devish, que é utilizada como instrumental para uma das músicas da diva, acho que é no cd "The Visit", não sei bem, se souberem postem aquí!

Estou deixando para vocês o link para download de TODOS os albuns dele, cada um melhor que o outro, se divirtam!

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=40449709&tid=2581781414454472855&kw=omar+faruk


Namastê!

O Vale

Observe o vale húmido, repleto de luz e cores frias. Divinas melodias fazem o corpo levitar, o ar por entre as arvores eleva o manto fino, a chama da fogueira se oferece no altar, por entre densas brumas corre solto o amor divino, caminhe pelo vale e deixe a vontade te guiar.

O Bruxo

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Bruxo, Druida, Mago, Tarólogo, Astrologo, Naturalista, Herbalista e principalmente aprendiz de Sábio

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